Nova Délhi, 07 (AE-AP) - O Paquistão acusou, nesta segunda-feira (07), a vizinha e arqui-rival Índia de estar trilhando o "caminho da guerra" e alertou que defenderá sua segurança depois que Nova Délhi rejeitou sua proposta de conversações.
Aumentando o volume de sua retórica, a Índia considera o Paquistão responsável pelo envio de centenas de combatentes para o interior de seu território e afirma que o conflito está repleto de perigo para as duas potências nucleares.
No entanto, o chanceler paquistanês, Sartaj Aziz, disse que seu país quer a paz e exortou a Índia a responder positivamente a sua oferta de diálogo.
Islamabad acertara com Nova Délhi que Aziz viajaria hoje à capital indiana para tentar acabar com as tensões entre os dois países, mas o encontro acabou não se realizando por causa de um recuo da Índia.
"Nós queremos a paz e o fim das tensões", disse Aziz a parlamentares paquistaneses, enquanto o primeiro-ministro indiano, Atal Behari Vajpayee, advertia em Nova Délhi que o impasse entre as duas potências nucleares sobre a Caxemira estava repleto de perigo.
Desde 26 de maio - início da ofensiva indiana contra guerrilheiros separatistas que se infiltraram no lado indiano da Caxemira através do Paquistão - os dois países acusam-se de invasão de território.
O Exército da Índia, que prosseguiu hoje com seus ataques aéreos e terrestres contra os redutos guerrilheiros nas regiões de Batalik, Drass e Kargil, anunciou que 221 soldados paquistaneses foram mortos desde o dia 9 durante as ofensivas contra os rebeldes separatistas. Também informou ter detido hoje 10 guerrilheiros treinados pelo Paquistão na região montanhosa de Ladakh.
O governo paquistanês continua assegurando que seu Exército não está envolvido na invasão ao território da Índia e informou que suas tropas impediram hoje que soldados indianos invadissem um de seus postos de controle na fronteira que divide a disputada Caxemira.
A tensão entre a Índia e o Paquistão por causa da Caxemira é a maior em três décadas. Os dois países, que realizaram testes nucleares no ano passado, travaram três guerras desde sua independência da Grã-Bretanha, em 1947, duas delas pela região himalaia da Caxemira.

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