Fracassam negociações entre Barak e conservadores
Jerusalém, 28 (AE-AP) - As negociações entre o primeiro-ministro eleito de Israel Ehud Barak e o Partido Likud fracassaram hoje (28), pondo fim à possibilidade de a agremiação linha-dura fazer parte do novo governo de coalizão.
O Likud anunciou sua retirada das conversações depois de Barak ter se recusado a considerar as exigências dos conservadores com relação a assuntos de segurança nacional e à paz entre Israel e seus vizinhos.
O presidente em exercício do Likud, Ariel Sharon, saiu irritado de seu encontro com Barak e anunciou o rompimento das negociações pessoalmente. "Acabo de vir de uma reunião com o homem que formará o governo, Ehud Barak. A reunião durou cinco minutos", disse. "Estávamos preparados para nos unir a um governo que protegesse os interesses de segurança do Estado de Israel", acrescentou Sharon. "Era preciso uma parceria completa e esse tipo de parceria não nos foi proposta".
Sharon, que chefia o Ministério do Exterior no governo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, citou divergências sobre o futuro das Colinas de Golã, que foram capturadas da Síria por Israel durante a Guerra dos Seis Dias, em 1967, e sobre as colônias judaicas no setor oriental de Jerusalém.
Um porta-voz de Barak, ao comentar hoje as declarações de Sharon, disse que o premier eleito lamentava a decisão do Likud de suspender as negociações.
Segundo a lei israelense, Barak, cuja aliança, encabeçada pelo Partido Trabalhista, venceu por ampla maioria as eleições gerais de 17 de maio, tem até o próximo dia 8 para formar o governo.
A expectativa agora é de que Barak busque uma coalizão com o partido ultraortodoxo Shas, que conquistou 17 das 120 cadeiras no Knesset, o Parlamento israelense, duas a menos que o Likud.
Até agora, Barak já fechou acordo com três partidos políticos que, somando as cadeiras conquistadas por sua aliança, lhe dará o controle de 47 no Knesset.





