Fracassa tentativa do governo de acabar com a greve do INSS
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terça-feira, 09 de agosto de 2005
Vânia Cristino<br>Agência Estado 
Brasília- Fracassou ontem mais uma tentativa do governo de pôr fim à greve dos servidores do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O que prometia ser uma rodada de negociação com o comando de greve dos servidores acabou nem acontecendo.
Governo e servidores saíram do encontro taxando um ao outro de intransigentes. O comando de greve insistiu que o governo tinha que negociar com toda a categoria, incluindo saúde e trabalho, enquanto o governo esperava negociar apenas com o INSS.
Com o impasse, os servidores em greve invadiram à noite o oitavo andar do Ministério da Previdência Social na expectativa de serem atendidos pelo ministro Nelson Machado.
O líder grevista Irineu Messias de Araújo garantiu que a greve continua e que haverá várias manifestações em Brasília na próxima semana.
As observações do comando de greve foram rechaçadas pelo negociador do governo, Sérgio Mendonça, secretário de Recursos Humanos do Ministério do Planejamento. Ele afirmou que, desde o início, as negociações foram feitas separadamente, pois são duas carreiras distintas. Para o secretário, os servidores criaram uma dificuldade para inviabilizar o acordo. ''Houve intransigência'', assegurou.
De acordo com Sérgio Mendonça o governo vai, de agora em diante, dar andamento a todas as medidas administrativas para cumprir decisão judicial, de garantir o atendimento da população nas agências do INSS.
''Todos os nossos esforços são no sentido de garantir a abertura das agências e o atendimento ao público'', disse. O secretário não descartou a possibilidade de o governo recorrer da decisão judicial ou mesmo de pedir a inclusão dos sindicatos como parte da ação, o que faria com que eles também se tornassem responsáveis, junto com o governo, pelo pagamento da multa diária de R$ 100 mil por dia parado, a partir do encerramento do prazo dado pela Justiça, de dez dias.
O presidente do INSS, Valdir Simão, disse que o INSS continuará cortando o ponto dos grevistas e acenou com a possibilidade do próximo passo ser a abertura de sindicância e inquérito administrativo contra os faltosos o que, no futuro, poderá levar inclusive à demissão.


