Curitiba - Com o fracasso da nova tentativa de acordo entre trabalhadores e os Correios em reunião ontem à tarde, em Brasília, o dissídio à categoria será julgado na próxima terça-feira, segundo informou o presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), João Orestes Dalazen.
A paralisação pode acabar antes do julgamento se houver um acerto entre as partes. De acordo com o TST, se isso não acontecer, a decisão de terça dará fim à greve, com estipulação do dissídio coletivo.
Na última tentativa de conciliação, o presidente do TST apresentou uma proposta que previa um abono de R$ 800 para ser pago imediatamente e aumento real de R$ 60 a partir de janeiro do ano que vem, além de um reajuste linear do salário e dos benefícios de 6,87%. A proposta foi acatada pela empresa, mas os trabalhadores não aceitaram.
Em relação aos dias parados, o ministro propôs a devolução do valor correspondente aos seis dias de greve que já foram descontados dos trabalhadores, com o desconto posterior em 12 parcelas a partir do ano que vem. Os outros dias de greve que não foram descontados seriam compensados com trabalho extra nos finais de semana e feriados. Essa proposta também não foi aceita pelos funcionários.
Segundo o secretário-geral do Sindicato dos Trabalhadores nos Correios do Paraná (Sintcom-PR), Luiz Antônio Ribeiro de Souza, a categoria seguirá mobilizada até as 16 horas de terça-feira, quando ocorrerá o julgamento do dissídio. ''Cerca de 70% dos trabalhadores da área operacional continuam em greve no Estado. Vamos nos manter mobilizados e depois em assembleias vamos decidir se acatamos o que for decidido no julgamento', informou.
Na última quinta-feira, o TST determinou que a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect) mantenha em atividade o contingente mínimo de 40% dos empregados em cada uma das unidades operacionais. Se a decisão não for cumprida, a entidade terá que cumprir multa diária de R$ 50 mil. Segundo o Sintcom-PR, não haverá mudanças na paralisação.

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