Fracassa megablitz das polícias Civil e Militar em SP
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segunda-feira, 21 de agosto de 2000
Agência Folha De São Paulo 
Por uma falha no sistema da Companhia de Processamento de Dados do Estado de São Paulo (Prodesp), fracassou ontem uma megablitz das Polícias Civil e Militar em São Bernardo do Campo (Grande São Paulo). Mais de 5.000 pessoas foram vistoriadas pelos policiais, mas não foi possível comprovar se elas tinham antecedentes criminais porque o sistema não funcionou. Isso comprometeu o nosso trabalho. Se revistamos bandidos, não tivemos como saber, disse o tenente-coronel Jorge Luiz Ferreira Teixeira, que comandou a operação.
A megablitz foi respaldada por um mandado de busca e apreensão expedido pelo juiz-corregedor Luis Geraldo Lanfredi, da comarca de São Bernardo.
A operação, que movimentou cerca de 280 policiais civis e militares, foi realizada entre as 7 horas e as 11h30. Mas foram apreendidas apenas uma pistola automática e pequenas quantidades de maconha e crack, apesar de ter vistoriado 5.037 pessoas, 1.770 barracos e apartamentos, segundo informações da Secretaria da Segurança Pública.
A assessoria de imprensa da Prodesp informou que o sistema que permite que a polícia acesse as informações contidas no banco de dados da polícia ficou fora do ar das 7h08 às 9h58.


