Curitiba - Fracassou a primeira tentativa do governo em vender uma área de 12,8 mil hectares de florestas públicas e de reflorestamento de pinus, para arrecadar cerca de R$ 105 milhões aos cofres públicos. O leilão que estava marcado para ocorrer ontem à tarde, na capital, foi adiado porque não houve proposta de interessados em adquirir as áreas.
As terras, que são formadas por áreas remanescentes de Mata Atlântica e de reflorestamento de pinus, pertencem ao Instituto de Florestas do Paraná, antiga Ambiental Paraná Florestas S/A, e estão localizadas nos municípios de Castro, Doutor Ulysses, Cerro Azul e Ponta Grossa. Oficialmente, a justificativa para realização do certame seria economizar para impulsionar outras áreas da economia do Estado. O leilão seria uma maneira de reverter o cenário atual, já que a floresta não estaria trazendo lucro e necessita de alto custo para manutenção.
Segundo o Instituto, a área teria dado prejuízo de R$ 8 milhões no último ano e, seria necessário investimento de R$ 18 milhões para que a floresta voltasse a dar lucro para o Paraná. Para manter a exploração da floresta, o governo teria que investir R$ 18 milhões e arcar com a possibilidade de prejuízo.

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