A Foztur - orgão oficial do turismo de Foz do Iguaçu - está com os dias contados. Ainda sem data prevista para ser extinta legalmente, a empresa está incentivando parte de seu quadro de funcionários a aderir a um programa de demissão voluntária (que, além de garantir o pagamento de todos os direitos trabalhistas, premia o demitido com um salário a cada ano trabalhado), enquanto a outra parte será remanejada para atuar na nova Secretaria Municipal de Turismo e Desenvolvimento Econômico, criada pela reforma administrativa, aprovada em dezembro pela Câmara Municipal.
O prefeito Harry Daijó (PPB) justificou a medida alegando motivos econômicos. Sem a cobrança da Taxa de Turismo, considerada inconstitucional pelo Ministério Público, o Fundo Municipal de Turismo (Fundetur) ficou comprometido e a prefeitura teve que bancar boa parte dos gastos da empresa.
Em reunião realizada em 18 de janeiro, a prefeitura apresentou um relatório ao Conselho Municipal de Turismo (Comtur), projetando as metas a serem atingidas em 1999. O objetivo é que, com o funcionamento da nova secretaria, os cofres municipais economizem R$ 500 mil por mês, dinheiro usado pela prefeitura para financiar a divulgação turística da cidade e a participação de delegações de Foz em eventos nacionais e internacionais.
Por enquanto, por medida de economia e aguardando as principais decisões dos articuladores da reforma, Foz não será representada em uma temporada de grandes eventos na Europa (feiras em Lisboa, Madrid e Berlim), que prosseguirá até março.
Na mesma reunião, a Foztur apresentou relatório com balanço do que a empresa produziu em seus quase nove anos de existência. ‘‘Atualmente temos 100 novos guardas municipais com novas viaturas e motocicletas, sinalização turística bilíngue, embelezamento do corredor turístico, novas lixeiras e um trabalho permanente de conscientização política’’, diz Miguel Sória, o atual e último presidente da empresa, relacionando conquistas intermediadas pelo órgão.
Para dar maior equilíbrio entre as responsabilidades de divulgação do destino Foz do Iguaçu no Brasil e no exterior, a prefeitura deverá apoiar e assessorar a implantação do Convention & Visitors Bureau, braço privado para a promoção do turismo na cidade.
O Bureau deve funcionar como uma associação de hoteleiros e outros empresários do setor. O repasse da chamada room tax (espécie de taxa voluntária paga pelos hóspedes, recolhida pela Secretaria Municipal de Turismo) poderá financiar as atividades da entidade, que deverá também organizar eventos e representar Foz em feiras e convenções.

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