Foz registra 38 casos de denge em um mês
Foz registra 38 casos de denge em um mês Emerson Dias De Foz do Iguaçu Especial para Folha O Programa de Erradicação do Aedes aegypti (PEA) completou ontem um mês de implantação em Foz do Iguaçu, apresentando 40 casos de dengue contra apenas dois, registrados no início da campanha. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, são 29 casos de infecção ocorridos na cidade e 11 tidos como importados, já que a contaminação ocorreu no Paraguai. Para tentar impedir que o número de pessoas infectadas aumente, a Vigilância Sanitária de Foz do Iguaçu lança amanhã o projeto Dia do Impacto, que além de contar com funcionários do órgão e da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), terá também a participação de entidades, associações e escolas, na tentativa de ampliar o alcance da campanha contra o mosquito transmissor. A cada sábado, o projeto estará em funcionamento em um distrito de saúde, atingindo assim todas as regiões da cidade, explicou a diretora do Departamento de Vigilância Sanitária, Aparecida Steinmacher, referindo-se às dez regiões que englobam 244 bairros urbanos e 11 colônias localizadas na zona rural do município. A Secretaria de Saúde considerou pequeno o número de pessoas infectadas, principalmente se comparado a quantidade de casos divulgados pela Regional de Saúde de Ciudad del Este, que atingiu oficialmente os 3,2 mil casos de dengue no Departamento (equivalente a Estado) do Alto Paraná, região que faz fronteira com o Brasil. Aqui em Foz, registramos 34 paraguaios com dengue que receberam assistência, disse Aparecida. Com a epidemia que se alastrando no país vizinho, o Comitê da Fronteira formado por representantes de Foz, Ciudad del Este e Puerto Iguazú (Argentina), está intensificando o trabalho conjunto iniciado desde 1998, quando o número de casos na fronteira chegou a 460. No início da semana, a Funasa emprestou aos agentes sanitários do Paraguai seis caminhões para pulverizar inseticida, além de doar 4 toneladas de pó químico, usado para eliminar larvas do mosquito. Segundo a Fundação, Foz do Iguaçu possui uma incidência do Aedes aegypti quatro vezes maior que os 5% aceitáveis. Em cidades paraguaias, este índice chega a 50%.





