Foz poderá ser referência para pedras preciosas
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 20 de março de 1998
Edna Mendes 
Ney de Souza
Apesar da região não produzir pedras preciosas, Foz virou centro de lapidação, fabricação e comercialização de jóias; feira permanente vai funcionar no Marco das Três Fronteiras
Foz do Iguaçu conta desde fevereiro com o Instituto Paranaense de Mineralogia e Gemologia, o único do Estado, que promete se transformar num dos maiores centros de comecialização, estudos e cursos do setor. Apesar da região Extremo-Oeste do Paraná não produzir pedras preciosas, Foz está se transformando em pólo de lapidação, fabricação e venda de pedras e jóias.
Turistas e compradores de pedras preciosas e semi-preciosas de todo o País terão à disposição uma feira permanente, que nos próximos meses estará funcionando no Marco da Três Fronteiras (Brasil-Paraguai-Argentina). A feira deverá contar com a participação de expositores de todo o Brasil e funcionará aos sábados, domingos e feriados.
O instituto também tem a finalidade de manter intercâmbio e realizar convênios com instituições nacionais e internacionais. Ele já conta com o apoio das duas maiores instituições mundiais do setor, a Confederação Européia de Gemologia (Bélgica) e outra instituição norte-americana situada em Los Angeles.
A prefeitura está apoiando o projeto, já que a Foz do Iguaçu é uma das poucas cidades turísticas que centraliza o estudo e a comercialização de gemas (pedras lapidadas) e minerais. Com a criação do instituto e da feira o setor turístico deverá ser incrementado.
Um centro para exposição em forma de pirâmide, com 6 mil metros quadrados, está sendo construído e deve estar pronto em dois anos. Além da exposição de gemas e minerais, o centro também contará com um museu e réplica de uma mineradora.
Segundo o diretor-geral da empresa Mineração Gemas do Iguaçu S.A., Antonio Casado Morejon, que está instalando o centro de exposição na fronteira, a cidade deve se tornar um referencial de pedras preciosas. A infra-estrutura e o acesso aos países vizinhos, combinado com o turismo, podem transformar Foz num grande centro de comercialização de pedras, disse.
Morejon também ressaltou que o brasileiro ainda não tem conhecimento da importância e do valor das pedras preciosas. O produto é mais procurado por turistas estrangeiros. O brasileiro ainda não desenvolveu essa mentalidade e ainda não sabe o poder econômico que esse negócio pode gerar, alertou.
O instituto também pretende ser o responsável pelas vendas de pedras para evitar que os turistas sejam enganados na hora da compra. Além disso, existe a intenção de implantar no campus da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) em Foz, o curso de gemologia. No instituto já estão sendo ofertados cursos de lapidação.
Serviço:
Instituto Paranaense de Gemologia e Mineralogia
Rua: Irio Mangenelli, 85
Parque das Três Fronteiras
(045) 523-4611
Foz do Iguaçu - Paraná


