Foz pode ganhar novas revendas
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sexta-feira, 22 de agosto de 1997
Mônica Venson Especial para a Folha 
As montadoras de automóveis importados estudam a possibilidade de instalar em Foz do Iguaçu postos de revendas de suas marcas. No inicio deste mês, representantes da Renault do Brasil e da Cotrasa, concessionária dos caminhões Scania e dos utilitários Asia Motors, estiveram reunidos com o prefeito Harry Daijó (PPB) e o secretário municipal de Indústria e Comércio, Eron Marchiori, para estudar propostas para a instalação de novas concessionárias.
Os representantes da Renault, Ricardo Gondo e Paulo Twibio, estão estudando a escolha da concessionária que deve ser instalada em Foz do Iguaçu até o final do ano que vem. Segundo Twibio, a montadora recebeu várias propostas de empresas interessadas em atender o mercado microrregional.
O processo de escolha é sigiloso, mas a revendedora que for autorizada vai aderir ao programa da Renault, denominado Concessão 2000, que prevê a construção de instalações envidraçadas, permitindo a visão interna da loja e das oficinas.
O tamanho da concessionária vai depender do resultado dos estudos que estão sendo realizado sobro mercado da cidade para os carros da fábrica. Hoje são revendidos no Brasil o Twingo e o Laguna, produzidos na França, e o Clio, o R-19 e o Traffic, produzidos em Córdoba, na Argentina.
A fábrica de São José dos Pinhais (região metropolitana de Curitiba) vai produzir, a partir de novembro de 1998, o modelo mais moderno da marca, o Magánes Scenic.
Daijó apresentou à Renault uma proposta para que a empresa faça a distribuição dos carros produzidos na Argentina e no Brasil usando Foz do Iguaçu como base. A proposta apresentada pelo prefeito sugere que as montadoras ampliem os objetivos de suas concessionárias, abrangendo toda a região de fronteira. As três cidades têm uma população de aproximadamente 600 mil pessoas, das quais 200 mil morando em Foz do Iguaçu, com um fluxo de trânsito de 1.500 caminhões por dia e passagem de 60% do comércio internacional do Mercosul. A cidade tem perspectivas de se tornar o centro de estocagem para as montadoras de automóveis, favorecida pelo transporte intermodal, oleoduto da Petrobás e hidrovia, afirma Marchiori.


