Foz exibe caixão que representa a morte de políticos
O 7º Grito dos Excluídos, em Foz do Iguaçu, levou professores, estudantes, sindicalistas e militantes de partido de esquerda para a Avenida Paraná, onde ocorreu o desfile de 7 de Setembro. Mais de 100 pessoas protestaram contra o processo de privatização da Companhia Paranaense de Energia (Copel), o governador Jaime Lerner (PFL) e o presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB). O desfile foi assistido por cerca de cinco mil pessoas.
Os manifestantes levaram 27 cruzes com os nomes dos deputados que votaram contra o projeto de iniciativa popular que poderia revogar a venda da estatal, além de exibirem um caixão simbolizando a morte dos parlamentares e do governador. O PC do B levou um boneco à pista e distribuiu panfletos exigindo o fim da interferência do Fundo Monetário Internacional (FMI) na política nacional. Hoje, será realizado novo manifesto na cidade, no trevo de acesso à Argentina.
Em Maringá, o desfile atraiu em torno de 10 mil pessoas. Integrantes das pastorais Operária e da Juventude, além do Grupo Consciência Negra e Afro Descendentes levaram o ''Grito dos Excluídos'' para a avenida. O que mais chamou a atenção do público foram os grupos de capoeira e os atletas que fizeram malabarismo com bola de futebol. ''Os jogadores mostraram a habilidade que a Seleção Brasileira não tem'', ironizou o arcebispo de Maringá, Dom Murilo Krieger. (Alexandre Palmar, de Foz do Iguaçu, e Marcos Zanatta, de Maringá)





