Os servidores de Cascavel decidiram em assembléia aderir à greve nacional da categoria a partir de hoje. Segundo o comando de greve, o atendimento na agência, que recolhe cerca de 600 senhas por dia, é feito por 22 servidores. Durante todo dia de ontem, os beneficiários foram informados de que somente perícias médicas já agendadas e pagamento de salário-maternidade serão mantidos.
Em Foz do Iguaçu, os 28 funcionários prometem engrossar o movimento grevista a partir de amanhã já que a assembléia da categoria só foi feita ontem à tarde. ‘‘Resolvemos aderir, mas vamos colocar, nesta quinta-feira, faixas e cartazes alertando os contribuintes sobre a paralisão que começa na sexta-feira’’, informou o representante do SindiPrev, Paulo César Weber.
Dos dois postos de atendimento do INSS instalados em Londrina, apenas o central manteve atendimentos de emergência no período da manhã. Na agência do Jardim Shangri-Lá (zona oeste) a adesão foi total.
O gerente executivo do INSS de Londrina, Dejair Antônio de Lima, disse os pedidos de auxílio-doença, salário-maternidade e pensão por morte podem ser feitos pela internet. Os pedidos cadastrados por esse serviço terão prioridade de atendimento quando a greve se encerrar.
Cerca de 100 servidores do total de 150 que trabalham na agência do INSS de Maringá aderiram à paralisação. A agência atende cerca de 500 pessoas por dia. A paralisação pegou muitos pensionistas de surpresa. João Felício dos Santos Filho, 47 anos, tinha um horário ontem para perícia médica, mas não foi atendido. Ele mora em Astorga (40 km ao norte de Maringá) e chegou em Maringá por volta das 8h30. ‘‘Só vou voltar para a casa por volta das 16 horas porque dependo de carona’’, disse.(Colaboraram Lucinéia Parra, de Maringá; Alexandre Palmar, de Foz do Iguacu, Célia Guerra, de Londrina e Gilmar Agassi, de Cascavel)

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