Foz do Iguaçu vive clima de medo
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quinta-feira, 25 de junho de 2009
Wilhan Santin<br> Enviado a Foz do Iguaçu 
Foz - Mais um caso da gripe A (H1N1) foi confirmado ontem em Foz do Iguaçu. Trata-se de uma mulher, jovem, que é namorada de um rapaz cujo caso já havia sido confirmado anteriormente. Os namorados teriam contraído a doença em Buenos Aires, para onde viajaram recentemente.
Segundo a enfermeira Érica Ferreira da Silva, da Vigilância Epidemiológica de Foz, o casal passa bem e não está internado. Eles estão em casa e logo devem deixar a observação, comentou. Outros 15 casos suspeitos aguardam confirmação de resultado dos exames laboratoriais na cidade.
Na aduana brasileira na Ponte da Amizade - que liga o Brasil ao Paraguai - o medo da doença já se instalou. Boa parte dos funcionários da Receita Federal que trabalham por ali adotaram o uso de máscaras. Entre os agentes da Polícia Federal (PF), aqueles que têm contato direto com turistas que retornam do Paraguai estão usando, além de máscaras, luvas cirúrgicas.
Outras pessoas que trabalham próximas à ponte também optaram pela proteção. Helder Stevanato, 18 anos, e Emilia Tiemi, 20, que desenvolvem campanha para eleger as Cataratas do Iguaçu como uma das sete maravilhas da natureza n/ao dispensam a proteção. Depois que soubemos de mortes no Paraguai por causa da gripe suína ficamos com medo, justifica Emília.
No Parque Nacional do Iguaçu, onde estão as cataratas, funcionários confirmam que turistas - principalmente orientais - estão utilizando máscaras para o passeio turístico. A poucos quilômetros do parque, na aduana brasileira que fica na divisa com a Argentina, funcionários terceirizados da Polícia Federal foram instruídos a trabalhar com máscaras. Por lá, entram no Brasil, diariamente, 3,5 mil estrangeiros vindos da Argentina, terceiro país do mundo com mais mortes por conta da doença. Os funcionários da PF já estão distribuindo nessa aduana formulários da Anvisa que questionam o estado de saúde dos turistas.


