Foz assina convênio com italianos
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sexta-feira, 20 de junho de 1997
Valmir Denardin 
Foz do Iguaçu deverá receber investimentos italianos. O secretário municipal de Indústria e Comércio, Eron Marchiori, anunciou a instalação de pelo menos dois empreendimentos da Itália no município.
Segundo Marchiori, o primeiro deles é um complexo de produção e industrialização de pescado, que aproveitaria o potencial do lago da hidrelétrica de Itaipu.
Esse empreendimento, que deverá ser desenvolvido em parceria entre empresários de Foz do Iguaçu e da Itália, vai atuar em todos os setores da produção de peixes, desde a pesquisa até a industrialização. Técnicos italianos passarão três meses em Foz estudando a implantação do projeto.
O segundo investimento italiano, de acordo com o secretário, será na área de processamento de lixo. O investimento será uma mescla entre os setores públicos e privados, adiantou Marchiori que, no início de junho, esteve visitando cidades européias com avançada tecnologia na área de reciclagem e processamento de lixo.
Os sistemas desenvolvidos na Itália foram os que mais impressionaram o secretário. Eles (os italianos) reciclam o lixo desde 1957, espantou-se.
Marchiori fez o anúncio das parcerias com a Itália no último dia 14, durante a assinatura do convênio que representou a intragração de Foz do Iguaçu ao Programa Paraná-Europa.
O programa tem o objetivo de promover integração nas áreas econômica, científica e tecnológica do Estado com países europeus, principalmente a Itália.
Outros quatro municípios paranaenses já integram o Paraná-Europa: Curitiba, Londrina, Maringá e Cascavel.
O prefeito de Foz do Iguaçu, Harry Daijó (PPB), e o presidente da Federação das Indústrias da Região Emília Romana (norte da Itália), Alberto Mantovani, assinaram um convênio que prevê a formação de parcerias entre empresários das duas regiões.
Com uma população de 4,5 milhões de habitantes, a região Emília Romana possui 430 mil empresas e é responsável por 23% das exportações italianas. Queremos um novo modo de produzir. Não procuramos mais revendedores, mas parceiros: empresas que querem nossa tecnologia, com financiamento da Comunidade Européia, para produzir aqui e vender em todo o mundo, afirmou Mantovani durante a solenidade.


