São Paulo - O mundo depois dos atentados de 11 de setembro nos EUA será o tema dominante do II Forum Social Mundial (FSM) de Porto Alegre, o maior evento internacional de resistência à globalização.
Embora a condenação aos ataques terroristas seja uma voz clara entre as organizações que participam no Forum (de 31 de janeiro de 5 de fevereiro), essas mesmas vozes condenam a guerra no Afeganistão.
‘‘A luta deve ser travada contra a bomba silenciosa da fome, da pobreza e da exclusão social’’, expressaram os prêmios Nobel da Paz Rigoberta Menchú (Guatemala, 1992), Mirad Corrigan Maguirre (Irlanda, 1976) e Adolfo Pérez Esquivel (Argentina, 1980), em uma carta – divulgada pelo Forum – ao secretário geral da ONU, Kofi Annan.
O Forum, no qual participarão os três prêmios Nobel, é ‘‘o primeiro grande evento de movimentos sociais depois de 11 de setembro, uma conjuntura que afeta todo o mundo e que reforça nossas propostas de paz e justiça social’’, disse o presidente da Associação Brasileira de ONGs (Abong) e organizador do Forum, Sérgio Haddad.
O 11 de setembro ‘‘tornou nossos programas e respostas mais relevantes e urgentes, porque, embora tenha ficado claro que nem Bin Laden nem seus seguidores se preocuparam com a gente pobre de sua sociedade, também é claro que o terrorismo se nutre na pobreza e exclusão e acredito que isso será o central em Porto Alegre’’, declarou a ativista da organização francesa Attac (Ação pela tirubação das Transações Financeiras e em Apoio aos Cidadãos) e autora do livro ‘‘Informe Lugano’’, Susan George.
Vários encontros do FSM rondarão a temática da paz, como uma ‘‘Conferência da Paz’’ e uma ‘‘Assembléia pública mundial para debater o destino dos gastos de guerra’’, na qual os participantes definirão como dar outro destino aos ‘‘800 bilhões de dólares do mercado armamentista’’.

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