Fórum sugere negociação acelerada para área de livre-comércio
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segunda-feira, 21 de junho de 1999
Por Mônica Ciarelli (especial para AE) 
Rio, 22 (AE) - O Mercosul deve lutar para acelerar as negociações para a criação de uma área de livre comércio com a União Européia, que estão marcadas para serem iniciadas em julho de 2001. Essa foi a principal conclusão do Fórum Consultivo Econômico e Social do Mércosul, que reuniu 41 empresários e dirigentes sindicais hoje na Confederação Nacional do Comércio (CNC). O objetivo é iniciar as negociações durante a Cimeira, que que vai reunir, na próxima semana, chefes de Estados da Europa, América Latina e Caribe no Rio de Janeiro.
Durante o Fórum foi elaborado um documento a ser apresentado amanhã (23) no Encontro dos Representantes da Sociedade Civil da Europa, América Latina e Caribe. O evento vai debater perspectivas de cooperação entre a Europa e América Latina com empresários e sindicalistas dos dois blocos econômicos.
Segundo o presidente do Fórum, Renato Seghezio, existe espaço para que os dois blocos comecem a derrubar barreiras protecionistas, como as oferecidas pela França aos produtos agrícolas. "Vivemos um momento histórico, a Europa e o Mercosul estão querendo ampliar suas negociações", afirmou Seghezio.
Ele enfatizou que não há porque se esperar até 2001 ou 2005, como queria a França, para se iniciar as negociações para a aproximação comercial entre os dois blocos.
Seghezio acredita que a Cimeira é o fórum ideal para se dar o pontapé inicial nas negociações, pois será discutidos temas abrangentes, que interessam a todos os países participantes. Ele lembrou ainda que o objetivo do Encontro não é questionar o crescimento das importações da Europa para o Mercosul, um dos fatores que vem alimentando o déficit comercial dos quatro países do Cone Sul.
Seghezio destacou que as importações para a Europa aumentaram 236% nos últimos 12 meses, enquanto as do Mercosul para a região ficaram estáveis no período. "A Europa tem a América Latina como um grande mercado, é importante buscar soluções que agradem a todos", explicou o presidente do Fórum.


