Fórum sugere metas sociais para Mercado Comum do Sul
Os quatro países do Mercosul (Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai) devem começar a definir uma agenda com metas sociais nas áreas de educação, saúde e imigração com urgência, e não somente debater as relações econômicas entre si, embora a base do bloco sejam as questões aduaneiras.
Esta foi a tônica da discussão promovida ontem por representantes dos países que participaram da 3ª Reunião do Fórum Permanente de Integração Social Fronteiriça do Mercado Comum do Sul (Mercosul), em Foz do Iguaçu. O evento marcou, na tríplice fronteira, o décimo aniversário do Tratado de Assunção, assinado em 26 de março de 2001.
Para os participantes, é preciso investir em melhorias na qualidade de vida nas três fronteiras e, assim, humanizar o Mercosul. Eles destacaram, por exemplo, que apesar do acordo é comum brasileiros, paraguaios e argentinos residirem em outros países sem o reconhecimento da lei de imigração, perdendo assim direitos concedidos aos imigrantes.
A diretora-geral adjunta da Organização Internacional de Migração, sediada na Suiça, Ndioro Ndyane, fechou a discussão. O governador do estado de Alto Paraná (Paraguai), Jotvino Urunaga González, e a vice-governadora da província de Missiones (Argentina), Mercedes Margarita Oviedo, também participaram como palestrantes.
As discussões desenvolvidas pelos grupos de trabalho serão enviadas a executiva do Fórum, para consequentemente servir como forma objetiva de reivindicações junto às autoridades de cada país do Cone Sul.





