São Paulo - O III Fórum Social Mundial, o maior evento das organizações da sociedade civil, será realizado de 23 a 29 de janeiro de 2003 na cidade de Porto Alegre (Rio Grande do Sul), e seu objetivo será pautar uma agenda mundial da antiglobalização neoliberal.
‘‘Acredito que a grande tônica do III Fórum Social Mundial (FSM) será fazer convergir as propostas da sociedade civil, pautar uma agenda mundial, uma referência para esse ‘outro mundo possível’ que se propõe’’, declarou ontem o organizador brasileiro do evento, Cândido Grzybowski.
Cinco grandes temas aglutinarão as preocupações e propostas da sociedade civil no principal eixo de conferências: ordem mundial; poder político e democracia; desenvolvimento e sustentabilidade; meios de comunicação, cultura e contra-hegemonia; direitos humanos e tolerância.
O FSM foi criado em 2001 para se opor à mensagem oficialista do Fórum Econômico Mundial de Davos (Suíça).
O III FSM se realizará, como os anteriores, na cidade de Porto Alegre, na mesma data do Fórum Econômico, de 23 a 29 de janeiro de 2003, confirmou Grzybowski ao fim de uma reunião do conselho brasileiro em São Paulo.
Antes do III FSM outros quatro fóruns continentais serão realizados: em outubro o americano em Quito (Equador), em novembro o europeu em Florença (Itália), em dezembro o asiático na Índia, e ainda por definir um africano.
Outros dois fóruns temáticos, um sobre a Palestina e outro sobre a Argentina, que ainda terão suas datas determinadas, precederão o FSM.
O Conselho brasileiro debateu em São Paulo a infra-estrutura necessária para o III FSM, e reconheceu que busca alternativas já que as instalações utilizadas até agora, na Pontifícia Universidade Católica, podem ser insuficientes. Além disso, os participantes se comprometeram a dar um maior peso aos eventos culturais, que até o momento ficaram praticamente nas mãos do governo estadual. Espetáculos e um festival de cinema estão entre as propostas.
Quase 60.000 pessoas de 130 países participaram este ano do II Fórum Social (três vezes mais do que em 2001), que terminou com um manifesto das organizações com uma mensagem clara: ‘‘resistência contra o neoliberalismo, o militarismo e a guerra: pela paz e a justiça social’’.

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