Belém - O Fórum Social Mundial (FSM), que começa hoje na capital paraense e deve durar cinco dias, terá a participação de 60 mil pessoas de outros estados brasileiros e 30 mil estrangeiros. A pauta do evento prevê a realização de 2.400 debates sobre temas como meio ambiente, aquecimento global, crise econômica no mundo, miséria e exclusão nos países pobres, além da devastação da Amazônia.
O governo estadual investiu R$ 143 milhões, um terço na compra de viaturas para a polícia. Dez hospitais de campanha foram montados nos campus da Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra) e da Universidade Federal do Pará (UFPA), onde foram construídos alojamentos para abrigar 30 mil pessoas. A Polícia Militar colocou mais de 2 mil homens nas ruas e a Força Nacional de Segurança trouxe outros 200.
Uma marcha pelas ruas e avenidas marcará oficialmente a abertura do FSM. Ela deve começar às 14 horas e irá percorrer 5 km.
Dentre os eventos previstos amanhã está a discussão de propostas para a elaboração de um plano global de metas para a região amazônica. A iniciativa é do Sindicato dos Engenheiros do Rio de Janeiro. Gays, lésbicas e transformistas também discutirão propostas para combater o preconceito e a violência policial. Naturistas da Europa e da América Latina também vão aproveitar o FSM para realizar uma caminhada nudista pela cidade.

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