São Paulo, 20 (AE) - As pessoas que foram hoje ao Fórum Trabalhista de São Paulo, na Avenida Ipiranga, centro, não conseguiram informações sobre como agir diante da interdição do órgão. O prédio foi lacrado ontem pelo Departamento de Controle do Uso de Imóveis (Contru) por falta de segurança. Afixado na portaria, um pequeno recorte da edição de hoje do Diário Oficial informava que todas as atividades das 14 Juntas de Conciliação e Julgamento com sede no edifício foram suspensas. Não havia, porém, nenhum tipo de orientação sobre como proceder. Advogados, despachantes e interessados no andamento de processos reclamaram da falta de informações. Elizabete Teixeira da Silva, de Taboão da Serra, Grande São Paulo, tentou devolver os quase 5 quilos de um processo que está movendo contra o ex-empregador. "Levei quase duas horas para chegar e entregar o processo hoje e ninguém sabe dizer o que devo fazer". A maior preocupação entre despachantes e advogados era a de perder prazos para dar entrada nos processos. "Tenho processos que estão quase perdendo a validade", disse o advogado Arquimedes Thomas. Licença - A assessoria de Imprensa do TRT informou que todos os prazos processuais das 14 Juntas estão suspensos. O TRT conseguiu licença do Contru para utilizar parte do térreo, da sobreloja e do terceiro andar, onde fica a Central de Processamento de Dados, responsável pelo controle da tramitação dos processos. Foi prometida para sexta-feira a reabertura do setor onde é dada entrada nos processos, que será transferido para o térreo.
Segundo o diretor do Contru, Carlos Alberto Venturelli, o prédio só será reaberto quando passar pelas modificações exigidas pelo órgão. "O local não tem a menor segurança e colocava em sério risco as quase 3 mil pessoas que por ali circulavam", disse. "Lá não há escada de incêndio, alarmes e outros dispositivos anti-incêndio básicos".

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