A partir de um fórum realizado por conselhos de ministros e secretários de Educação da Argentina e Brasil, em Santa Fé, capital da província de Santa Fé, foi desenvolvida de 31 de agosto a 13 de setembro a primeira etapa do Programa de Intercâmbio Docente Crecenea/Codesul. O programa foi organizado pelo Instituto Superior do Magistério da província de Santa Fé. Do Brasil participaram oito professores de espanhol da rede estadual do Paraná e Santa Catarina. Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul não enviaram representantes por falta de dinheiro.
‘‘Foi uma grande experiência porque podemos conviver com o dia-a-dia e as manifestações culturais da cidade e da província’’, disse Oberdiek, que participou do intercâmbio por fazer parte do Centro de Estudos de Línguas Estrangeiras Modernas (Celem) e dar aulas de espanhol no Colégio Estadual Marcelino Champagnat, em Londrina. ‘‘Também conhecemos a realidade e as dificuldades dos professores de lá, que são tão graves quanto as nossas’’.
O fórum decidiu que o Estado de procedência dos professores custearia as passagens, cabendo aos anfitriões a estada, os cursos e o ciclo de palestras. Está prevista a vinda de professores da região nordeste da Argentina - Entre Rios, Misiones, Santa Fé, Chaco, Corrientes e Formosa - ao Brasil. O local e a data ainda não foram definidos.
‘‘Para os professores brasileiros é importante estreitar cada vez mais a relação cultural-educativa com os países do Mercosul. E é isso que proporciona o contato direto’’, diz Azucena.
Santa Fé, na margem direita do Rio Paraná, foi fundada há mais de 400 anos e tem cerca de 400 mil habitantes. O grupo de professores brasileiros visitou as ruínas da primeira fundação da cidade, a 100 quilômetros da atual Santa Fé. A descoberta dos vestígios da colonização, considerados importante patrimônio histórico-cultural do país, ocorreu em 1949.

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