Fórum espera reunir mais de 50 mil no Centro Cívico
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segunda-feira, 18 de maio de 2015
Mariana Franco Ramos<br>Reportagem Local 
Curitiba O Fórum das Entidades Sindicais (FES), que reúne 21 instituições representativas de funcionários públicos do Paraná, espera reunir mais de 50 mil pessoas hoje no Centro Cívico, em Curitiba. Segundo a professora Marlei Fernandes, secretária de finanças da APP-Sindicato e membro da coordenação do FES, a ideia é que os servidores vindos do interior do Estado se concentrem na Praça Santos Andrade e os da Capital na Praça Rui Barbosa, às 9 horas, no centro da capital. Depois, os dois grupos se encontrarão em frente ao Palácio Iguaçu. O ato unificado deve marcar o início de uma greve geral do funcionalismo.
A assessoria de imprensa da Polícia Militar (PM) informou à FOLHA que não preparou um sistema especial de segurança. A ideia é acompanhar a movimentação "de longe, respeitando o direito dos manifestantes, desde que não haja exageros". A corporação não divulgou o número do efetivo, nem como se dará o policiamento, alegando "questões de segurança". No dia 29 de abril, quando os deputados aprovaram as mudanças na Paranaprevidência, na Assembleia Legislativa (AL), que fica em frente à sede do governo estadual, houve tumulto do lado de fora. Mais de 200 pessoas ficaram feridas, atingidas por balas de borracha, gás lacrimogêneo, bombas de efeito moral e até mordidas de cães da raça pitt bull.
Desta vez, a pauta principal dos servidores é a data-base, negociada sempre em maio. O Executivo suspendeu ontem o envio do projeto de lei que reajustava em 5%, de forma parcelada, os vencimentos da categoria. No entanto, não sinalizou com a possibilidade de retomar as negociações, nem de aumentar o índice. O FES reivindica que seja concedido um aumento de ao menos 8,17%, que seria a inflação dos últimos 12 meses. "Não é possível que o governo, mesmo tendo receita, culpabilize os servidores e mais uma vez não atenda a nossa reivindicação", disse Marlei.
Ainda conforme a professora, além dos 100 mil docentes, incluindo rede básica e universidades, pelo menos mais 50 mil trabalhadores devem cruzar os braços hoje. Sindicatos dos agentes penitenciários, dos funcionários do meio ambiente, da agricultura e da saúde possuem assembleias agendadas. A expectativa é de que eles permaneçam em frente ao Palácio, até que sejam recebidos pelo governador Beto Richa (PSDB) ou por algum representante do Executivo.
GREVE
Quanto à greve dos professores, que hoje completa 23 dias, a sindicalista afirmou que a tendência é de continuidade. "Os alunos não serão prejudicados. Eles têm demonstrado o quanto têm aprendido, o quanto é importante a luta. E nós cumpriremos o calendário escolar na sua totalidade", afirmou. Na sexta-feira passada, a secretária da Educação, Ana Seres, chegou a fazer um "apelo", para que todos voltassem às salas de aula. A administração ameaçou abrir processos com o objetivo de apurar casos de insubordinação de diretores que mantêm as escolas fechadas e informou que contrataria professores temporários, em substituição aos faltantes.


