O Fórum Econômico Mundial, em Davos, começa hoje, em meio a um esquema de segurança impressionante e a um ambiente tenso, causado pelas recomendações dos Estados Unidos que seus cidadãos evitem viajar para a cidade suíça.
Temendo incidentes como os que pertubaram a tranquilidade da estação de esqui durante a edição anterior do fórum, o Tribunal Administrativo do cantão de Grisons (Leste) confirmou ontem a proibição de manifestações, medida adotada em dezembro passado pelo município de Davos.
De acordo com os juízes, os choques de 2000, que feriram dois policiais e causaram danos materiais, justificam a decidão das autoridades locais, que têm que proteger os 30 chefes de Estado e Governo e 80 ministros estrangeiros cuja presença em Davos foi anunciada para de 25 a 30 de janeiro.
As autoridades nacionais quadruplicaram este ano o número de soldados enviados a Davos, que passou para 300. Outros 600 soldados estarão próximos e poderão intervir, se necessário.
O número de policiais que estarão presentes não foi divulgado. ‘‘Decidimos não revelar esta cifra’’, declarou esta quarta-feira o porta-voz Ulrich Kohler, precisando apenas que a polícia de Grisons recebeu reforços de todo o país.
As medidas não desanimaram os membros da Coordenação contra a Organização Mundial do Comércio, que programaram uma manifestação em Davos na tarde do próximo sábado. (France Presse)

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