Curitiba - O Fórum das Entidades Sindicais (FES), que reúne 21 instituições representativas dos funcionários públicos do Paraná, não descarta deflagrar uma greve geral. Além dos professores da rede pública, paralisados há 19 dias, e dos docentes das universidades estaduais, categorias como a dos agentes penitenciários, dos servidores do meio ambiente e dos trabalhadores em saúde estão marcando assembleias para os próximos dias.
O Sindicato dos Agentes Penitenciários do Paraná (Sindarspen) é um dos que já publicaram edital. Segundo a presidente da entidade, Petruska Niclevisk Sviercoski, a votação ocorre na próxima terça-feira, às 14 horas, em Guarapuava. "Enquanto há esse desrespeito com os servidores, os aumentos na alta cúpula do governo continuam acontecendo. Para a 'nata', não se considera a questão orçamentária ou a Lei de Responsabilidade Fiscal", criticou. O Estado possui 3,4 mil agentes.
O Sindicato dos Trabalhadores da Saúde Pública (SindSaúde), que engloba 6,6 mil servidores do setor, também se reunirá na terça-feira. "A secretária da Administração (Dinorah Nogara) iniciou a última reunião com a seguinte frase: 'estou muito feliz de ter retomado as negociações com vocês'. Ao mesmo tempo, o governo diz que atingiu um índice e encerra o diálogo? Que desrespeito é esse?", questionou Elaine Rodella, hoje suplente da secretaria de formação sindical da entidade.
Já os professores da Universidade Estadual de Londrina (UEL), da Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP) e da Universidade Estadual do Paraná (Unespar-Apucarana) se encontrarão hoje, às 9 horas, no campus da UEL. A pauta, que inicialmente seria apenas informativa, se tornou mais complexa com a divulgação do índice de reajuste. Em nota, o Sindiprol/Aduel, que representa os docentes das três instituições, chamou a nova posição do Executivo de "afronta". (MFR)

mockup