Forum do Turismo - Adolpho G. Luce Neto
Passada a euforia típica dos movimentos espontâneos, como o que empolgou a classe turística de Foz do Iguaçu, no mês passado, tendo merecido espaço na grande mídia estadual, chegou a hora da reflexão e avaliação. Nesta hora de resaca, com a cabeça dolorida, porém fria, e que devemos contar os mortos e feridos do movimento que apagou as luzes da cidade, em protesto pela desesperadora situação do empresariado turístico da região.
As entidades tradicionais, em sua maioria, não tomaram a iniciativa, mas o apoiaram. Apoiaram, porque a maioria de seus sócios assim o fizeram, e uma enditade não pode, sob pena de não ser representativa, ignorar a soberana vontade de seus associados.
Voltando ao movimento, muitas lições podem ser extraíds desta notável mobilização. A maior delas é a constatação de que a união é possível, que deixou de ser palavra de ordem nas assembléias e nas plataformas políticas, para ganhar as ruas e empolgar o empresariado!
Outra importante lição é o cuidado que se deve tomar para não confundir queixa com reivindicação. A queixa normalmente cai no vazio após alguns dias, só serve como desabafo. Já a reivindicação pressupõe providências de quem cobra e de quem é cobrado, pode e deve ser repetida se não atendida.
Já a queixa acaba, se repetida, enfraquecida pela repetição, na vala comum de tantas outras, e vencida pelo gasto argumento de que todo o Brasil passa pelo mesmo momento de crise, etc., etc.
Este é um cuidado que devemos tomar. Da próxima vez, devemos ir com pauta completa e negociar, não somente nos sentirmos privilegiados por termos alguém que nos ouça!
A bronca dos empresários é mais do que legítima. É um pedido de socorro feito por um segmento que está morrendo, por uma indústria que, outrora orgulhosa, hoje passa pela vergonha da inadimplência, da impotência diante de uma situação que não pode mudar nem influenciar, e que é obrigada a assistir a falência de seu negócio sem nehuma outra saída que não a do desespero.
Falou-se muito a cerca da pertinência do empresariado do setor turístico participar do processo político-partidário, com opiniões divididas. O assundo acabou sendo abandonado e substituído por problemas mais urgentes, que tem sido a triste característica da classe, nestes tempos difíceis.
No entanto, acreditamos que seja oportuno revivê-lo, não estaria aí nossa saída? Não ganharia o segmento mediadores mais fortes, com uma voz mais alta que os tímidos sussurros de hoje?
Acho que vale a pena relfletirmos sobre isto. Não estou teorizando acerca do Ptur(Partido do Turismo), conforme brincadeira surgida na cidade. Falo de uma prática consagrada pela democracia em todo o mundo, do direito a representatividade de um segmento, já antiga e notória no nosso legislativo, que nada tem de desabonador, como alguns querem fazer crer.
Ao contrário, é um saudável exercício de cidadania, que poderia gerar, através da discussão pública, o impulso que falta para o turismo deixar de ser visto como uma atividade lúdica e assumir seu justo papel de indústria do século 21!
ANOTE AÍ
qEuclides Scalco, diretor-geral brasileiro de Itaipu, é o mais novo integrante do staff consultivo do Centro de Convenções de Foz do Iguaçu. Sérgio Lobato, Presidente do Centro de Convenções conquista um importante aliado em sua luta no desenvolvimento do turismo de eventos.
qAinda falando em Centro de Convenções, Alex Schorsch, do Macuco Safári, foi convidado e aceitou a função de Conselheiro para Assuntos de Meio Ambiente do órgão.
qLuiz Rolim, diretor de marketing da Foztur, tem passado a maior parte do tempo de mala na mão, pelo Brasil, divulgando Foz do Iguaçu. Parabéns Rolim. Não se vende um destino dentro de um gabinete fechado. Este é o caminho certo!





