Porto Alegre, 03 (AE) - O Forum/RS pela Reforma Agrária e Justiça no Campo lançou manifesto nesta sexta-feira no qual ataca "a contabilidade violenta e concentradora do latifúndio" e defende a desapropriação de áreas improdutivas no Rio Grande do Sul.
Integrado pela Comissão Pastoral da Terra (CPT) e cerca de 40 sindicatos, associações e entidades da sociedade civil, o Forum/RS critica a interrupção das vistorias do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) na região de Bagé, que atribui às "práticas abusivas" dos ruralistas.
Apoiados por sindicatos de proprietários rurais e a Federação da Agricultura/RS (Farsul), os fazendeiros têm impedido a atividade dos técnicos do Incra. Para o Forum/RS, a postura dos produtores rurais significa "barrar o avanço do processo de democratização do acesso à propriedade da terra".
O documento assinala que a metade Sul do Estado é "guiada pelos interesses do latifúndio" e "convive com o mais eloquente exemplo de subdesenvolvimento". Propõe que os fazendeiros saiam "do atoleiro da ignorância" e superem "a esclerose histórica que vivenciam" para "examinar o sucesso da reforma agrária em todas as regiões do mundo". O documento também nota que a desapropriação de áreas improdutivas é "um fator de afirmação modernizante".

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