Fórum conclui que preços da construção pararam de subir
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domingo, 21 de fevereiro de 1999
Por Denise Ramiro 
São Paulo, 22 (AE) - O Fórum Permanente de Discussão e Negociação, que reúne 50 sindicatos e entidades ligadas ao setor da construção civil, se reuniu hoje pela primeira vez na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP). O coordenador da Comissão da Indústria da Construção (CIC), José Carlos de Oliveira Lima, disse que desde o último dia 8, quando foi anunciada a criação do Fórum, o setor não registrou nenhum novo aumento de preços. Até agora já foram anunciados reajustes por parte de fornecedores de aço (7,5%), alumínio (19%), cobre (18%), PVC (20%) e tintas (10%), entre outros produtos.
Uma das propostas concretas do Fórum, decidida no encontro de hoje, foi a que pede a redução de 18% para 12% do ICMS da cesta básica da construção. O Fórum decidiu também que irá encaminhar dentro de no máximo 15 dias uma série de exigências junto ao governo federal. Entre elas estão controle da inflação, pressão pela reforma tributária, a manutenção dos preços das tarifas públicas e a não criação de novos impostos.
O Fórum, que contou hoje com a participação de 30 entidades, decidiu ainda que vai defender as regras de livre mercado. Segundo Oliveira Lima, o CIC não pretende levar as questões de aumento de preço aos órgãos federais. "Nosso objetivo é discutir até a exaustão os reajustes com os fornecedores, disse Oliveira Lima.
O coordenador da CIC está confiante de que o mercado vai balizar e dar a resposta aos aumentos abusivos. Segundo Oliveira Lima, as propostas que serão levadas a Brasília deverão ser entregues a pessoas chaves do governo. "Vamos à CNI (Confederação Nacional da Indústria), Ministério da Fazenda, Ministério do Desenvolvimento e até ao presidente da República"
disse. O próximo encontro do Fórum vai acontecer no dia 3 de março na sede da Fiesp.


