Curitiba- A crise da montadora Volkswagen já começa a afugentar os fornecedores que estão instalados no Paraná. A empresa Kromberg e Schubert - que produz chicotes elétricos em São José dos Pinhais (Região Metropolitana de Curitiba) - vai fechar as portas em duas semanas. A companhia tinha a Volkswagen como cliente principal e agora transferiu a produção do Paraná para Itatiba (SP). A empresa iniciou as operações no Estado em 1998 e tinha 1.300 funcionários. Agora, apenas dez trabalhadores estão na unidade do Paraná para cuidar da transferência das operações.
O presidente do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico do Paraná (Sindimetal-PR), Roberto Karam, disse que a Kromberg não conseguiu renovar o contrato com a Volks para o fornecimento de chicotes elétricos para o modelo Fox. Além disso, a fornecedora tinha um custo de produção e de mão-de-obra altos no Paraná. ''O Estado está perdendo a competitividade dos fornecedores'', disse.
Além disso, há informações extra-oficiais de que a fabricante de retrovisores Metagal, localizada em São José dos Pinhais, teria iniciado um processo de demissões com o corte de 11 funcionários. Segundo informações do setor, a empresa estaria diminuindo a produção mas, não fecharia a unidade. A empresa foi procurada mas não retornou até o fechamento desta edição.
''Os fornecedores da Volks estão apreensivos. O grande problema é a expectativa ruim que está gerando (a crise da montadora)'', disse Karam. Na segunda-feira, os funcionários da Volks entraram em férias coletivas. Ele acredita que a cotação do dólar vai continuar no mesmo patamar neste ano. Karam ressaltou que se a empresa não conseguir reativar a exportação a cadeia produtiva do Paraná será atingida diretamente e terá que demitir.
O setor automotivo de fornecedores do Paraná conta com 53 empresas multinacionais e 18 nacionais. A cadeia produtiva toda emprega de 25 mil a 30 mil pessoas e 25% delas podem perder os empregos caso a Volks feche as portas.

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