São Paulo, 26 (AE) - Todos os 17 fornecedores da Ford que haviam programado investimentos ao redor da fábrica que seria construída no Rio Grande do Sul decidiram acompanhar a montadora na Bahia. O mesmo grupo de empresas de autopeças vai gastar US$ 400 milhões, incluindo recursos do BNDES, para construir fábricas em Camaçari.
Praticamente todas as empresas são estrangeiras, sendo que algumas delas fizeram parcerias com a indústria nacional. A maior parte é de capital alemão e americano. O presidente da Ford Brasil, Antonio Maciel, disse hoje que a empresa espera conseguir este mês uma participação de no mínimo 10% no mercado interno. Hoje a marca tem 9,5%. Maciel participou hoje do seminário "A industria nacional e a nova política industrial" e disse que a Bahia não pode ser mais vista como a terra da tranquilidade de Dorival Caymmi.
As empresas que montarão os sistemas de componentes e fornecerão na própria linha de montagem da Bahia são: Kantex Textron e Mapri Textron (combustão e fixação), Durr e Du Pont (pintura), Valeo (módulos prontos), Siebe (tubos), Gummi (vedação), Pilkington (vidros), Lear (logística), Mac Lellan, Visteon (painel de instrumentos), Benteler (suspensão), BSB (subconjuntos), Avin Exhaust (exaustão), SAS (módulos de portas) Siemens (chicotes), HP, Pelzer (párachoques) e Lean (logística).
Com os investimentos dos fornecedores, o complexo da Ford na Bahia somará US$ 1,6 bilhão (US$ 1,2 bilhão na fábrica). As peças vão equipar o modelo Amazon, um novo carro que terá versão popular. Segundo Maciel, para valorizar o projeto brasileiro é possível que o nome do veículo seja Amazon em todos os demais países em que for fabricado.

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