Há quem faça loucuras para ter os cabelos lisos, já há alguns anos ''determinados'' pela moda. Mas o uso indiscriminado de alguns produtos, principalmente o formol, pode comprometer beleza e saúde - entre os riscos estão a queda irreversível dos cabelos, e pior, o aumento das chances de desenvolver câncer.
Escova progressiva, francesa, definitiva ou alisamento japonês - ''seja qual for o nome, falou que o cabelo vai ficar liso, elas correm para o salão'', brinca a cabeleireira Edite Joana Ferreira, de Londrina. Mas o problema é que independente do nome, a maioria desses processos usa formol, que tem o uso proibido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Segundo informações da assessoria de imprensa da Anvisa, o formol é uma solução de formaldeído, matéria-prima que é usado em alguns cosméticos como conservante. Nestes casos, o limite máximo é de 0,2%, segundo a resolução 162/01. No caso de agente endurecedor de unhas, o limite máximo permitido é de 5%.
Quando as concentrações estão dentro dos limites previstos pela legislação, o produto é registrado pela Anvisa. Quando não há registro, isso significa que a composição do produto não foi avaliada, e pode causar riscos à saúde.
Usado em limites acima do permitido, o formol representa risco de intoxicação tanto para quem aplica, como para quem recebe o produto. Segundo dados da Anvisa, os riscos são de queimaduras no couro cabeludo, edema pulmonar e irritação do aparelho respiratório, que podem levar à morte.
Além disso, o formol é considerado cancerígeno pela Organização Mundial da Saúde (OMS), e quando absorvido por inalação, por tempo prolongado, o risco é de aparecimento de câncer na boca, nas narinas, no pulmão, no sangue e na cabeça.(C.P.)

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