Os telefones de uso público com o consagrado formato de orelhão surgiram em 1970, quando a arquiteta e chefe da Engenharia de Prédios da Companhia Telefônica Brasileira (CTB), Chu Ming, chinesa naturalizada brasileira, queria criar uma alternativa às cabines cilíndricas que eram feitas de vidro e acrílico. Como ela sabia que a melhor forma acústica para um telefone público deveria ser oval, ela desenvolveu um projeto de um abrigo com essa forma, construído com fibra de vidro e que era afixada em um suporte de metal. Além de ser mais econômica, o equipamento ficava mais arejado, ideal para o clima tropical, além de ocupar mais espaço. Os 13 primeiros equipamentos foram instalados em São Paulo. Hoje esse formato está espalhado em vários países.
No início, os telefones públicos recebiam moedas de 400 réis, e em 1964 a CTB criou um modelo de ficha padrão, que poderia ser utilizado em todo território atendido pela companhia. As fichas foram utilizadas até o ano de 1992, quando o Centro de Pesquisas e Desenvolvimento da Telebrás – CPqD – criou o cartão telefônico que vai subtraindo os créditos de acordo com o tempo de ligação. Esse cartão é utilizado até os dias atuais.

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