Formandos que não fizeram Provão podem exercer profissão
PUBLICAÇÃO
domingo, 13 de junho de 1999
Por Demétrio Weber 
Brasília, 14 (AE) - Os formandos que deixaram de fazer o Exame Nacinal de Cursos, o Provão, terão de esperar até 2000 para fazer novo teste e receber o diploma. Mas a maior parte deles poderá exercer a profissão normalmente nesse período. Para isso, basta que participe da colação de grau e receba o certificado de conclusão de curso. A informação foi divulgada hoje pelo coordenador do Provão, Tancredo Maia Filho.
Segundo ele, os Conselhos Federais de Administração, Medicina Veterinária, Odontologia, Economia, engenharias e da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) aceitam o certificado de conclusão de curso para autorizar o exercício profissional dos recém-formados, por meio de carteiras profissionais provisórias. Isso não vale, no entanto, para o Conselho Federal de Medicina (CFM), que não dispensa o diploma.
"O certificado deixa claro que o aluno está formado", disse Maia Filho. Ele entende que os conselhos federais concedem registros profissionais com base no certificado porque, tradicionalmente, sempre houve demora na validação e entrega dos diplomas para os estudantes.
De acordo com dados preliminares do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacinais (Inep), órgão do Ministério da Educação responsável pelo exame, 6% dos 173 mil inscritos na quarta edição do teste não compareceram aos locais de prova no domingo. O Ministério da Educação descarta a possibilidade de realizar novo exame para os alunos que deixaram de fazer a prova. Foram avaliados os graduandos de administração, direito, odontologia, medicina veterinária, economia, medicina, jornalismo, matemática, letras e engenharias civil, elétrica, química e mecânica.
Os resultados do Provão devem ser divulgados em novembro. Com isso, mais três cursos completam a série de três avaliações consecutivas do Provão, base para o processo de renovação do reconhecimento pelo Ministério da Educação. São eles: odontologia, medicina veterinária e engenharia química, que passaram a fazer o teste em1997. Cursos que repetidamente tenham ficado com conceito D ou E (numa escala em que A é o melhor e E, o pior) no Provão correm risco de não obter a renovação e ser fechados.
Este ano, o Ministério da Educação divulgou uma lista de 101 cursos de direito, administração e engenharia civil que necessitam de uma reavaliação, sob risco de fechamento, por causa do mau desempenho no Provão ou por terem sido reprovados em pelo menos dois dos três itens (corpo docente, organização didático-pedagógica e instalações físicas) analisados na Avaliação das Condições de Oferta, realizada em 1997 e 1998 por comissões de especialistas.
Maia Filho espera concluir o balanço do Provão deste ano até quinta-feira (17). Até o dia 30, o ministro da Educação, Paulo Renato Souza, divulga os novos cursos que serão avaliados em 2000. Paulo Renato declarou que um deles deverá ser o de pedagogia. "Da mesma forma que o vestibular, o Provão já entrou
num contexto de normalidade, no calendário acadêmico do ensino superior do País", concluiu o coordenador do exame.


