Curitiba - Agricultores familiares que receberam ontem o certificado de conclusão do ensino fundamental organizaram um documento solicitando a mudança do currículo educacional das escolas rurais. O documento – que será encaminhado para os ministérios da Educação, Trabalho e Desenvolvimento Agrário – sugere que o programa Terra Solidária (que trabalha com a educação jovens e adultos ligados à agricultura familiar) seja levado para todas as escolas brasileiras, com uma metodologia que particularize as necessidades do campo.
  ‘‘Não adianta levarmos jovens e adultos para as escolas tradicionais. Eles não se motivam a continuar’’, afirmou Marcos Rochinski, secretário de formação da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e coordenador de formação da Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar da Região Sul (Fetraf-Sul).
  O documento foi elaborado depois das mudanças nas regras do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) que patrocinava o Terra Solidária, programa que existe há quatro anos e já formou 129 turmas, cerca de 3,8 mil pessoas com idades entre 18 e 60 anos.
‘‘Estamos pedindo no documento que sejam trabalhadas questões que envolvem desde a alfabetização e a reconstrução do currículo das escolas agrícolas até a capacitação dos educadores que atuam nas escolas rurais’’, complementou Rochinski.

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