A maioria dos formandos dos dez cursos superiores avaliados pelo Exame Nacional de Cursos (Provão) está insatisfeita com o ensino. Eles consideram as disciplinas mal dimensionadas e acham que os cursos não contribuem o suficiente para o aperfeiçoamento profissional.
‘‘Não é surpreendente que os estudantes em geral tenham desempenho fraco’’, afirmou o ministro Paulo Renato Souza. ‘‘Eles consideram os cursos deficientes, lêem pouco e estudam pouco. O ministro acredita que as instituições devem colocar o aluno no centro do processo de ensino, até mesmo na sistematização dos cursos. ‘‘O ensino está distanciado das aspirações dos jovens’’, avaliou o ministro. ‘‘O que o aluno deve fazer é procurar conhecer o resultado do provão e organizar-se para cobrar melhorias dos cursos’’, sugeriu Paulo Renato.
Os graduandos de Jornalismo são os mais descontentes: 73,6% acham que o curso exige pouco. Mais de 63% dos alunos de Direito e de Administração têm a mesma opinião.
Enquanto mais da metade dos formandos de Administração, Direito, Letras, Jornalismo e Medicina Veterinária acham que o curso deveria ter exigido mais, os estudantes das três engenharias - elétrica, civil e química - avaliadas têm opinião oposta. Entre os alunos de Engenharia Elétrica, por exemplo, apenas 29,6% gostariam que o curso tivesse sido mais exigente.
Em geral, menos da metade dos graduandos considerou que o curso contribuiu para o aperfeiçoamento profissional. Apenas 28% dos alunos de Jornalismo e 30,6% dos formandos de Direito, por exemplo, estão satisfeitos.

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