São Paulo, 27 (AE) - A Mesa Diretora da Câmara Municipal formalizou hoje o pedido de abertura de sindicância para apurar supostas irregularidades cometidas pela vereadora Maeli Vergniano (sem partido). A vereadora, segundo as acusações, teria contratado sua cozinheira, Maria Rodrigues, como secretária-assistente de seu gabinete, além de permitir que sua cunhada e chefe de gabinete, Dorcas Magliarelli, morasse e lecionasse diariamente em Botucatu. Outros funcionários, incluindo o ex-motorista de seu gabinete, Elizeu Sanches, e seu assessor, Marco Aurélio Ramos de Carvalho, serão investigados por desvios de função.
A determinação da Mesa será publicada amanhã (28) no Diário Oficial do Município. O pedido será lido amanhã em sessão e será formada uma comissão composta de cinco parlamentares ou funcionários da Casa para a averiguação. O prazo para a conclusão das investigações é de 90 dias. Segundo o vereador Devanir Ribeiro (PT), 1º secretário da Mesa, deve ser apurado se houve ou não quebra do decoro parlamentar por parte da vereadora. O pedido de cassação do vereador Vicente Viscome (expulso do PPB) está fundamentado na quebra de decoro parlamentar.
Uma outra sindicância para averiguar as irregularidades ocorridas no gabinete de Maeli já está em trâmite. O pedido de abertura foi feito pelo vereador Aurélio Nomura (PSDB), na semana passada. Segundo Nomura, o funcionário Marco Aurélio Ramos de Carvalho, secretário parlamentar de Maeli entre junho de 1998 e fevereiro deste ano, apresentou-se como funcionário da Secretaria das Administrações Regionais e representante do então secretário Mário Savelli. O fato ocorreu em outubro, durante as reuniões da Comissão de Política Urbana da Câmara. Nomura não soube dizer qual o andamento dessa sindicância e afirmou que essa investigação pode ser feita pela prórpia Mesa, sem que haja divisão nas apurações.

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