São Paulo, 13 (AE) - Um dos advogados do líder do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST), José Rainha Júnior, Aton Fon Filho afirmou que o seu cliente não compareceu ao julgamento hoje, em Vitória, porque algumas formalidades jurídicas não foram cumpridas. "Queremos expurgar desse episódio o caráter de perseguição política, existem leis e precisamos segui-las", disse.
O coordenador nacional do MST, João Pedro Stedile, disse não acreditar que a ausência de Rainha seja mal interpretada pela opinião pública. "Não queremos protelar o julgamento, apenas estamos seguindo as normas", afirmou. "Não sei como não conseguiram intimá-lo para a audiência; durante a semana ele cumpriu uma série de atividades, era fácil encontrá-lo."
O coordenador nacional do MST voltou a dizer que o julgamento de Rainha é fruto da vingança de policiais militares do Espírito Santo. "No inquérito civil, nenhum indício de participação de Rainha foi encontrado nas mortes do fazendeiro José Machado Neto e do soldado Sérgio Narciso da Silva", lembrou. "Mas, no inquérito da polícia militar, eles incluíram Rainha, por pura perseguição."

mockup