Forma-se sem respeitar qualidade
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quinta-feira, 28 de outubro de 2010
Janaina Garcia<br>Reportagem Local 
Londrina - Combater o caráter expansionista e mercantil de parte dos cursos de Direito, nem que para isso seja preciso não renovar a licença de alguns deles, e garantir a atualização que propicie profissionais qualificados e conscientes de sua função social. São esses os propósitos do Programa Nacional de Educação Continuada para a Advocacia, lançado ontem em Londrina pelo presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) Ophir Cavalcante, e seu vice, o londrinense Alberto de Paula Machado.
A iniciativa, que conta com cursos telepresenciais a alunos e professores da área, será conduzida pela Escola Nacional da Advocacia (ENA) e pelas Escolas Superiores de Advocacia por meio de aulas reproduzidas via satélite.
Segundo Cavalcante, os números de cursos e de vagas de Direito oferecidos hoje em todo o território nacional - respectivamente, mais de 1.120, e mais de 250 mil aoano -, aliados a uma média de aprovação no exame da OAB na casa dos 30% dos inscritos, são fatores que justificam a intervenção da entidade.
''É uma espécie de fórum permanente de discussão do ensino jurídico, aliás, uma de nossas obrigações estatutárias. Porque nos preocupa muito a formação profissional: o bacharel sai da faculdade para ser advogado, membro do Ministério Público, magistrado, delegado de polícia, portanto, há uma responsabilidade social grande. Forma-se em massa e sem respeitar a qualidade'', avaliou.


