Ford: trabalhadores ameaçam parar se não houver acordo
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quarta-feira, 06 de outubro de 1999
por Marli Olmos 
São Paulo, 07 (AE) - Os representantes dos trabalhadores da Ford ameaçam paralisar as três fábricas da montadora na próxima semana se até o dia 12 a empresa não se posicionar a respeito da reivindicações que estão sendo negociadas. Os empregados da montadora querem reajuste salarial de 10%, participação nos resultados e ainda evitar a demissão dos 1.300 trabalhadores que estão afastados da empresa.
Amanhã, os representantes da comissão de fábrica vão se reunir perla terceira vez com a empresa. Segundo o secretário da comissão de fábrica de São Bernardo, João Rodrigues, a montadora tende a propor reajuste de 5% em novembro e mais 5% em março. A segunda parte do reajuste seria corrigida pela inflação. Mas, segundo ele, o maior problema diz respeito aos afastados. A empresa, disse o representante da comissão, está vinculando a conclusão das negociações à demissão dos afastados - mais de mil em São Bernardo e 300 na fábrica de caminhões do Ipiranga.
O foco da paralisação deverá ser em Taubaté, onde está instalada a fábrica de motores, que abastece a linha de produção de São Bernardo do Campo. Segundo Rodrigues, a montadora acelerou o ritmo de produção e já está chegando próximo de 650 carros montados em São Bernardo diariamente. Há poucos meses a média não chegava a 500, por isso, os trabalhadores pedem que pelo menos 300 dos mais de mil afastados sejam reintegrados ao trabalho. A Ford mantém trabalhadores afastados desde dezembro, quando tentou demitir 2.800 empregados.


