Ford Ipiranga discute situação de 702 excedentes com sindicato
São Paulo, 29 (AE) - A Ford Ipiranga, que produz caminhäes em São Paulo, marcou para segunda-feira negociação com o Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo para discutir a situação de 702 excedentes, de um total de 1,8 mil trabalhadores na fábrica. Diante da possibilidade de diálogo, os metalúrgicos, em assembléia encerrada há pouco, desistiram de fazer passeata na Avenida do Estado, como haviam programado.
A Ford propäe o afastamento dos excedentes por cinco meses, com redução de 50% dos salários para esse contingente. Durante o período, os trabalhadores não teriam depósitos de FGTS, contagem do tempo para 13º salário e férias. Os trabalhadores recusaram a oferta.
Segundo o presidente do sindicato, Paulo Pereira da Silva, a volta da inflação é um fator que pesou para que a proposta fosse recusada por unanimidade. "Ninguém sabe a quanto vai o custo de vida para topar redução de salário com tranquilidade", afirmou Paulinho.
Outro motivo, segundo o sindicalista, foi a falta de garantia de emprego após o afastamento. "Em 1995, fizemos um acordo com a Ford Ipiranga de afastamento de 480 excedentes por cinco meses, e no final do período, pelo menos a metade desse pessoal foi demitida", disse. "Esse trauma ainda está vivo na cabeça do pessoal da Ford".





