Rio, 10 (AE) - Um reluzente Ford 1929, conhecido como Ford Bigode, importado ilegalmente, foi a estrela hoje de um leilão de mercadorias apreendidas pela Receita Federal. O carro, em bom estado, apesar da falta dos quatro pneus do modelo original, chamou a atenção dos participantes, mas ninguém se prontificou a pagar os R$ 6 mil do lance mínimo exigido pela Receita.
Em compensação, foram vendidos um BMW ano 1991, por R$ 16 mil e mais débito com o IPVA correspondente a R$ 5 mil, e uma picape Chevrolet Silverado, por R$ 17.300. Os proprietários dos carros haviam importado os veículos indevidamente, por meio de liminar judicial. A medida foi cassada e os automóveis, considerados contrabando, apreendidos. Nestas mesmas condições a Inspetoria da Receita já apreendeu outros dez carros.
Foram ofertados 300 blocos de mercadorias no leilão, entre instrumentos musicais, perfumes, bebidas, computadores, eletrodomésticos e até uma estátua de metal representando a Justiça, com 1,70 metro, vendida por R$ 3 mil. Os produtos não seguiram todos os trâmites legais de importação. Com a venda, a Receita arrecadou R$ 109.020 mil, mas a grande frustração foi o encalhe do Ford Bigode.
"O preço não estava alto", lamenta a chefe do Departamento de Mercadorias Apreendidas da Inspetoria da Receita no Rio, Daysemar Vasconcellos. "Uma agência está vendendo o mesmo modelo por R$ 15 mil." O Ford Bigode voltará a leilão, mas somente no ano que vem, quando estiver concluída a mudança de sistema de informatização da Receita.

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