Moscou, 15 (AE-AP) - O governo da Chechênia - pequena república muçulmana do Cáucaso - decretou hoje (15) estado de emergência e reforçou o policiamento de sua fronteira com o Daguestão, onde o Exército russos ampliou ofensiva contra rebeldes muçulmanos.
"A tensão reinante na região nos obriga a isso", justificou o presidente checheno, Aslan Mashadov.
A Chechênia que sustentou dois anos de uma guerra separatista com a Rússia (1994/1996) nega qualquer tipo de envolvimento com os guerrilheiros que tomaram várias aldeias no Daguestão, procedentes do território checheno e comandados pelo rebelde checheno Shamil Bassayev.
Apoiados por caças SU-25 e helicópteros, unidades do Exército russo atacaram hoje as aldeias de Ansalta, Rahata e Shodroda. Segundo a agência russa Interfax, morreram 3 soldados russos e 80 guerrilheiros - 60 dos quais numa avalanche de pedras provocada por moradores do povoado de Gagatli, favoráveis ao governo do Daguestão.
Os rebeldes, integrantes do movimento fundamentalista Wahhabi, querem fundar um Estado islâmico na região, fundindo as duas repúblicas (Chechênia e Daguestão), que integram o território russo. "Nossa intenção não é derrotar os terroristas, mas aniquilá-los", reiterou o Ministério do Interior russo.
Por sua vez, o novo primeiro-ministro russo, Vladmir Putin, afastou a possibilidade de decretar estado de emergência na Rússia. O presidente Boris Yeltsin está sendo acusado pela oposição comunista de criar uma crise artificial no Daguestão, a fim de impor medidas de exceção com o propósito de adiar o pleito presidencial de 19 de dezembro.

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