Força-tarefa relaciona bandidos mais perigosos do RJ
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domingo, 03 de outubro de 1999
Por Andreia Maia 
Rio, 04 (AE) - Uma operação conjunta entre homens do serviço secreto das Forças Armadas, da Polícia Federal e da elite da polícia fluminense começou a fazer hoje uma relação dos bandidos mais perigosos do Estado do Rio de Janeiro. O objetivo é prendê-los antes do Natal e reduzir os índices de violência. "Vamos relacionar os nomes dos principais bandidos do Estado para capturá-los", disse o delegado Marcos Reimão, um dos coordenadores da polícia na Força-Tarefa ( união entre os governos Federal e Estadual para combater o tráfico de drogas e armas, e a violência no Rio).
O delegado não quis informar os nomes dos criminosos, argumentando que a divulgação atrapalharia as investigações da Força-Tarefa. "Não posso revelar, porque a operação é sigilosa", afirmou Reimão. Até o final da semana, o diretor da Divisão de Repressão a Entorpecentes da Polícia Federal, delegado Getúlio Bezerra, chegará ao Rio para coordenador os trabalhos dos agentes federais.
As ações foram acertadas entre o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, general Alberto Cardoso, e o governador do Rio, Anthony Garotinho (PDT). De acordo com o convênio, cada órgão vai trabalhar em sua jurisdição.
O maior desafio dos integrantes da Força-Tarefa é capturar bandidos de alta periculosidade. Entre eles está Marcelo Soares Medeiros, de 27 anos, o Marcelo P.Q.D. Segundo o coordenador do Disque-Denúncia (serviço da Secretaria de Segurança Pública s), Zeca Borges, Marcelo P.Q.D.é o chefe do tráfico de drogas e armas no bairro da Ilha do Governador, no Grande Rio. A polícia está oferecendo a quem der informações sobre o criminoso uma das maiores recompensas: R$ 20 mil.
A Força-Tarefa também terá que identificar braços-direito (chamados de gerentes) de criminosos famosos, como Ernaldo Pinto de Medeiros, o UÊ; Márcio dos Santos Nepumuceno, o Marcinho VP; e Miltinho do Dendê. Esses criminosos mesmo presos em presídios de segurança máxima controlam o narcotráfico nas favelas da cidade por intermédio de seus gerentes.


