Curitiba - Durante os dez dias em que a força-tarefa da Secretaria de Segurança Pública do Paraná (Sesp) reforçou o policiamento em Londrina, o índice de criminalidade caiu significativamente na cidade. A Sesp apresentou, ontem, um balanço da atuação dos policiais civis e militares no município em uma série de ações registradas nos dias 29 e 30 de janeiro, quando 11 pessoas foram assassinadas - incluindo um policial militar - e 15 feridas (o total de mortos subiu para 12 no dia 10 de fevereiro, quando uma das vítimas morreu no hospital). Sobre os crimes foram levantadas suspeitas de participação de integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) e também de envolvimento de policiais militares na chacina, em uma suposta retaliação ao assassinato do PM.
"O resultado da força-tarefa foi extremamente positivo. Tivemos, então, 75 pessoas presas e a redução média de 43% de roubos na região", informou o secretário de Segurança Pública, Wagner Mesquita. Segundo a Sesp, desde a criação da força-tarefa, foi registrado um crime contra a vida em Londrina, de um latrocínio (roubo seguido de morte). As 75 pessoas foram detidas por diversos crimes, como latrocínio, tráfico, roubo e porte ilegal de arma, além de cumprimentos de mandados.
Sobre a onda de violência entre os dias 29 e 30 de janeiro, que em apenas quatros horas, aconteceram 20% da média de assassinatos que são registrados anualmente na cidade, o secretário não quis adiantar detalhes das investigações. Mesquita disse que a pasta não tem pressa de apresentar resultados. "Temos, sim, o grande compromisso de elucidar esses casos de uma maneira objetiva, concreta, com provas que realmente venham a se sustentar na Justiça. Isso está sendo feito com prioridade", argumentou. E acrescentou: "Não é só analisar a autoria de cada caso, mas avaliar também se um tem qualquer relação com os outros". Questionado se há ligações entre as 12 mortes e a atuação de facções criminosas, o secretário informou que não há provas nesse sentido, bem como em relação a suposta participação de policiais militares.
Desde o início do ano foram registrados assassinatos de PMs que estavam fora de serviço. Mesquita informou que desde as primeiras mortes, a polícia já prendeu alguns suspeitos. (A.D.C.)

mockup