Arapongas - Cerca de 150 agentes das Polícias Civil e Militar, Guarda Municipal e do Bpmoa (Batalhão de Operações Aéreas) cumpriram 30 mandados de prisão e 60 de busca e apreensão em Arapongas, Apucarana, Sabáudia, Rolândia e Ibaiti na manhã desta sexta-feira (13). Os alvos eram investigados há mais de um ano por envolvimento com o tráfico de drogas, associação para o tráfico e corrupção de menores.

De acordo com a delegada Thaís Orlandini Pereira, o grupo utilizava menores de idade para vender drogas
De acordo com a delegada Thaís Orlandini Pereira, o grupo utilizava menores de idade para vender drogas | Foto: Gustavo Carneiro

De acordo com a delegada Thaís Orlandini Pereira, da 22ª Subdivisão Policial de Arapongas, o grupo era dividido em seis núcleos e utilizava menores de idade para a venda das drogas em locais como a região da Igreja Matriz de Arapongas.

“Em diversos pontos ali, eles vendiam à luz do dia. Essa investigação já está há um ano e três meses com o serviço de inteligência da Polícia Civil. O pontapé inicial foi de um investigador daqui, e culminou nesses seis núcleos. O alvo principal foi em Rolândia e dele foi se desenrolando esse esqueleto”, explicou.

As investigações foram concluídas em maio deste ano e culminaram na expedição de 53 mandados de prisão. No decorrer do cumprimento destes mandados, outras duas pessoas foram presas em flagrante. A maioria dos acusados foi presa em casa logo no início da manhã. Um HB20, celulares, um revólver, além de porções de maconha, cocaína e grande quantia em dinheiro, também foram apreendidos.

Em Apucarana, a polícia desmantelou o local utilizado para o armazenamento da droga. Já em Rolândia, nove mandados foram cumpridos nos bairros São Fernando e Nobre, além de Ibaiti e Sabáudia, com um preso em cada município.

De acordo com a polícia, alguns núcleos do grupo tinham forte ligação com facções criminosas, como o PCC (Primeiro Comando da Capital). Agora as investigações continuam na busca pela identificação de lideranças dos grupos criminosos. A maioria dos acusados foi encaminhada para a Cadeia Pública de Arapongas.

DELEGACIA DA MULHER

O imóvel que deve sediar a Delegacia da Mulher de Arapongas já está definido. De acordo com Pereira, a nova unidade deve funcionar próximo da 22ª SDP (Subdivisão Policial), na rua Beija-Flor, na região central.

“Estamos aguardando o decreto, obviamente, mas a parte estrutural do imóvel está em andamento. A expectativa é ótima, espero que consigamos diminuir o índice de violência doméstica que ainda é muito grande aqui em Arapongas. Vamos tentar especializar isso em conjunto com a Guarda Municipal e a Patrulha Maria da Penha, com o Botão do Pânico e projetos que temos em vista para diminuir esse índice”, avaliou.

A confirmação da vinda de uma delegacia especializada no atendimento de vítimas de violência doméstica ocorreu em abril deste ano, quando o Botão do Pânico foi lançado em Arapongas e outros 49 municípios. Atualmente, em todo o estado, 25 mil mulheres possuem medidas judiciais protetivas, quando o parceiro é impedido judicialmente de se aproximar da denunciante. Em casos mais graves o dispositivo eletrônico usado para acionar socorro pode ser concedido à vítima.

Desde a decisão judicial que tipificou o feminicídio como um crime de gênero cometido contra mulheres, em março de 2015, o Ministério Público do Paraná segue investigando mais de 400 casos de violência seguida de morte.

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