A Polícia Civil está participando junto com o Ministério Público do Paraná e o Tribunal de Justiça da força-tarefa para digitalização dos antigos inquéritos policiais em papel. Nos primeiros 40 dias de trabalho 1.181 procedimentos foram convertidos do físico para o eletrônico na Capital e em Colombo. O MP estima que existam cerca de 120 mil procedimentos de polícia judiciária em papel no Estado, sendo que em torno de 27 mil são da Capital.

Imagem ilustrativa da imagem Força-tarefa mira digitalização de inquéritos policiais no Paraná
| Foto: Agência Estadual de Notícias

Apesar de ser um grande desafio, o delegado da Polícia Civil, Eduardo Castella, afirma que os inquéritos em papel irão acabar. “O objetivo é que tudo o que estiver físico passe a tramitar exclusivamente no eletrônico, sem mais a necessidade de tramitar em papel. É bom para todos os atores da parte criminal: polícia, Justiça, MP. Para os advogados e as partes também, porque garante confiabilidade, segurança, transparência, integridade dos documentos”, disse Castella.

Desde o dia 26 de agosto 100% dos novos procedimentos de polícia judiciária passaram a ser iniciados exclusivamente no meio eletrônico. O trabalho da força-tarefa se concentra apenas nos inquéritos em andamento e abertos antes dessa data. Desde 2015 a Polícia Civil está integrada ao Projudi e promove atualizações para o funcionamento da base única.

A força-tarefa funciona em dois pontos, na Central de Digitalização do Tribunal e na Central de Mídias do Ministério Público. Apenas os inquéritos com mídias (fotografias, áudios, vídeos) são enviados para este último, pois precisam ser convertidos em um padrão para ser inserido posteriormente no Processo Eletrônico do Judiciário do Paraná (Projudi).

O projeto de digitalização começou no dia 10 de outubro deste ano pelos inquéritos de crimes contra a vida registrados na Capital e desde então converteu 1.131 inquéritos para o digital. Procedimentos de sete delegacias já foram encaminhados para as equipes da força-tarefa. Segundo o Ministério Público, a central de digitalização busca formas de replicar a força-tarefa em outras regiões do Estado, sem a necessidade de aguardar pelo trabalho da equipe da Capital.

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