Força-tarefa investiga assalto ousado em Borrazópolis
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quarta-feira, 15 de julho de 2015
Rafael Fantin<br> Reportagem Local 
Uma força-tarefa das polícias Militar e Civil investiga a ação ousada de quatro criminosos que assaltaram simultaneamente duas agências bancárias no centro do município de Borrazópolis, no Norte do Paraná, na última terça-feira. Dezenas de pessoas foram feitas reféns pelo bando, que continua foragido. Até o final da edição, nenhum suspeito havia sido detido.
Segundo o subcomandante da 6ª Companhia Independente de Polícia Militar, capitão Elio Boing, quatro criminosos participaram da ação e fugiram em um veículo Hyundai I30, com placas de São Paulo, e ainda levaram um vigia refém no capô do veículo. Em seguida, a vítima foi liberada e os assaltantes fugiram pela PR-170, onde trocaram tiros com policiais militares que formaram uma barreira com pedras e madeiras na rodovia entre Borrazópolis e Novo Itacolomi (Vale do Ivaí). "O automóvel foi alvejado e ficou danificado por causa do bloqueio. Os elementos abandonaram o veículo em uma área rural e as diligências são realizadas com o apoio do COE (Comando de Operações Especiais) da PM e da Polícia Civil", informou.
O capitão justificou que disparos não foram realizados por conta do "cordão humano" formado pelos assaltantes na calçada em frente aos bancos. Mais de 30 pessoas entre funcionários e usuários das agências foram feitos reféns por aproximadamente 40 minutos. A participação de outros suspeitos e o uso de outro veículo de apoio durante a fuga não foram confirmados. A situação do automóvel ainda está sendo averiguada pela PM. Já os valores levados das duas agências não foram informados pelos bancos, segundo a 6ª Companhia Independente. Boing preferiu não comentar as suspeitas sobre a origem da quadrilha e identificação dos criminosos para não atrapalhar as investigações.
A funcionária de uma empresa próxima do local do crime disse que foi pagar algumas contas junto com uma colega de trabalho no Banco do Brasil, quando foi surpreendida pelos criminosos que atiraram na porta giratória e renderam o vigia antes de invadir a agência. "Eles mandaram todo mundo ir para calçada e formaram o cordão. Se a polícia chegasse perto ou alguém tentasse fugir, eles ameaçavam e atiravam para o alto", contou a jovem, que retornou ao trabalho ontem. "Não fiquei machucada, mas é muito difícil passar por essa situação", acrescentou.
Com medo dos tiros e ameaças, os comerciantes fecharam as portas de suas lojas na região. Uma comerciante vizinha da agência do Banco Sicredi relatou que ficou assustada e se escondeu dentro do banheiro junto com uma funcionária e uma mulher que fazia compras. "Não deu tempo nem de fechar as portas. A loja ficou aberta mesmo. Em seguida, chegou a informação de que o marido da cliente estava com os filhos no banco, mas os bandidos acabaram liberando as pessoas com crianças", lembrou a comerciante, que também pediu para não ser identificada.


