Força-tarefa é criada para combater pichação
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quarta-feira, 14 de agosto de 2013
Lucio Flávio Cruz<br>Reportagem Local 
Londrina O número de pichações nos prédios públicos e privados aumentou significativamente nos últimos meses em Londrina. Para combater o problema foi criada ontem um força-tarefa envolvendo as Polícias Militar (PM) e Civil, Guarda Municipal (GM) e Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil).
O objetivo é aumentar o número de denúncias por parte da população e conscientizar os comerciantes sobre as restrições na venda de tintas e sprays. Os órgãos policiais prometem rigor na fiscalização por meio de rondas ostensivas e monitoramento das câmeras de segurança.
"As denúncias são fundamentais. Em Curitiba, foi lançada uma campanha semelhante e o número de denúncias subiu de 50 para 700 em 120 dias. Isso colabora também para efetuarmos flagrantes destes pichadores", salientou o secretário de Defesa Social, coronel Rubens Guimarães.
De acordo com números da Guarda Municipal, este ano apenas sete pessoas foram presas por pichação em Londrina. Pichar é crime punido com detenção de três meses a um ano, além de multa. A pena pode aumentar para prisão de seis meses a três anos em caso de pichações em prédios históricos ou tombados.
"O grande problema é que a maioria das vítimas não registra boletins de ocorrência e isso dificulta o trabalho de investigação da polícia, da identificação e perfil dos pichadores", frisou o delegado chefe da 10ª Subdivisão Policial (SDP), Márcio Amaro.
Segundo a Acil, existem cerca de 100 lojas que comercializam tintas em Londrina. A entidade tem recebido muitas denúncias e reclamações de empresários que tiveram seus estabelecimentos pichados. "Isso traz um gasto maior para o comerciante que tem que limpar e pintar sua fachada. A cidade ganhou com a Lei Cidade Limpa e agora não podemos permitir que as pichações tomem conta da cidade", relatou o presidente da Acil, Flávio Balan.
A lei não permite a venda de tintas e spray para menores de idade e na comercialização para maiores é obrigatória a identificação do comprador por meio dos números do RG e CPF. "Com o comprador identificado é mais fácil localizar o infrator", enfatizou Guimarães.
As denúncias de pichações podem ser feitas pelos telefones 153, 190, 193 e 3374-3000, da Acil.


