Força-tarefa deve agilizar demandas de assentamento
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 07 de maio de 2008
Andréa Lombardo<BR>Equipe da Folha 
Curitiba - Integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), que estão acampados em frente à sede do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária do Paraná (Incra-PR), em Curitiba, desde à última segunda-feira, devem deixar o local hoje. No entanto, dirigentes do movimento afirmam que as famílias permanecerão na Capital pelo menos até amanhã para aguardar o resultado de uma reunião com representantes de órgãos ambientais e do Ministério Público (MP).
A proposta feita pelo Incra-PR aos manifestantes foi de criar uma ''força-tarefa'' -com representantes dos órgãos envolvidos- para dar encaminhamento às demandas do Assentamento Celso Furtado, na região Oeste do Estado. Esse foi um dos principais motivos da mobilização. Até ontem, eles não tinham definido para onde iriam transferir o acampamento.
O assentado e membro da direção estadual do MST, Silvano Ribeiro, disse que caso as negociações desta sexta-feira não agradem as famílias, outras medidas serão tomadas pelo movimento.
O Assentamento Celso Furtado ainda não recebeu a infra-estrutura necessária de estradas e energia elétrica, por exemplo, por causa de pendências que impedem o Incra-PR de ter o licenciamento ambiental da área. Cerca de um terço das 973 famílias estão em área de reflorestamento e não conseguem trabalhar sem que o Instituto Ambiental do Paraná (IAP) aprove o plano de manejo das florestas.
Ribeiro afirmou que, além dessas questões, o MST reivindica uma solução para as cerca de 380 famílias que não puderam ser assentadas no Celso Furtado e para as outras 300 famílias que estão em acampamentos nas fazendas Rio Grande, em Quedas do Iguaçu, e Solidor, em Espigão Alto do Iguaçu.


