A força-tarefa criada pelo governo para combater os focos de incêndio em Roraima será reforçada por brigadas antiincêndio para atuar, a partir de julho, na região do ‘‘arco do desmatamento’’, do sul do Pará ao leste do Acre. Nos últimos dois anos, nesta região ocorreu o maior índice de queimadas acidentais em fazendas e florestas. O ‘‘arco do desmatamento’’ atinge também os estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Tocantins e Rondônia. Em julho deve ocorrer uma grande estiagem na região, ampliando o risco de incêndio como o que destruiu parte do estado de Roraima.
A previsão de uma intensa seca no arco do desmatamento e as lições negativas do incêndio em Roraima foram os principais motivos do governo para apressar a criação de brigadas antiincêndio. A força-tarefa, inicialmente dotada apenas de equipamentos simples, ganhará aeronaves especiais para combater fogo na floresta, como os helicópteros argentinos que atuaram em Roraima com bambi-bucket (grandes tanques usados para despejar água sobre focos de fogo). Além disso, serão organizadas brigadas comunitárias em todos os estados amazônicos.
A força-tarefa será subordinada à Coordenação Nacional de Defesa Civil, da Secretaria de Políticas Regionais, mas receberá o apoio logístico das Forças Armadas, encarregadas de transportar tropas e equipamentos rapidamente para os locais de incêndio. ‘‘Esse grupo fará o combate imediato onde o fogo estiver sem controle’’, anunciou o ministro do Meio Ambiente, dos Recursos Hídricos e da Amazônia Legal, Gustavo Krause.

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