São Paulo, 22 (AE) - O presidente da Força Sindical e do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, Paulo Pereira da Silva, rejeitou hoje a proposta de gatilho salarial e defendeu a livre negociação entre sindicatos e entidades patronais. "Vamos dar um crédito de confiança ao governo e ao Brasil até que a inflação acumulada atinja 10%", disse Paulinho. "Quando isso acontecer, vamos orientar os sindicatos a negociar para recuperar as perdas salariais."
Na opinião de Paulinho, a indexação automática a partir de um determinado índice inflacionário, como defende a Central Única dos Trabalhadores (CUT), seria uma solução "muito comôda para o sindicalismo. "Os sindicatos foram construídos para negociar", argumentou. "Precisamos mostrar para que serve o sindicato." Na semana passada, a CUT defendeu o reajuste de 10% para todos os trabalhadores em 1º de maio e o gatilho salarial toda vez que a inflação atingir 5%.
A Força Sindical é favorável a um salário mínimo de US$ 100. "Esse aumento é o necessário para manter o pder de compra dos aposentados", argumentou o presidente da Força.

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